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Ponte Preta 0 x 3 Corinthians – Timão cala o Majestoso e goleia a Macaca

Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 30 (AFI) – O Corinthians está com nove dedos na taça do Campeonato Paulista. Jogando em Campinas, o time de Fábio Carille venceu a Ponte Preta por 3 a 0 no primeiro jogo da final e praticamente encerrou as esperanças no estádio Moisés Lucarelli. Rodriguinho foi o melhor jogador em campo, marcou duas vezes e ainda deu a assistência para Jadson. Os dois times voltam a se enfrentar no próximo domingo, às 16 horas, desta vez na Arena Itaquera, em São Paulo.

É difícil, mas Ponte Preta agora precisa de uma vitória por 3 a 0 no jogo de volta para levar a decisão às cobranças de pênaltis. Para ser campeã no tempo normal tem que vencer por quatro gols de diferença. Do outro lado, o Corinthians pode até perder por dois tentos que se sagra campeão paulista.

A Rádio Futebol Interior esteve presente no Majestoso, apelido do Moisés Lucarelli, para transmitir in loco a final do estadual. Carlos Corsato narrou todos os lances e gols da partida, com João Lucas nas reportagens e Marcelo Corsato nos comentários.

PRESENÇA ILUSTRE

Final de campeonato é sempre a oportunidade para presenças ilustres. A principal delas era de Ronaldo Fenômeno, que viajou até Campinas para ver os companheiros de Corinthians. Ele inclusive fez parte da preleção do técnico Fábio Carille nos vestiários e depois assistiu o jogo com o presidente Roberto de Andrade. Cleber Xavier, auxiliar de Tite na Seleção Brasileira, também acompanhou o jogo no Moisés, enquantochefe estava no Rio de Janeiro vendo Fla-Flu no Carioca.

PRIMEIRO TEMPO

Durante a semana o técnico Fábio Carille até brincou na entrevista coletiva: “não tem o que mudar no Corinthians”. Bom, no papel ele pode até estar certo, a escalação foi a mesma das últimas rodadas, mas em campo a postura era completamente diferente. Nem mesmo o estádio Moisés Lucarelli lotado intimidou o Timão: o time trocava passes tranquilamente no meio campo, aguardando um espaço da Ponte para arriscar contra Aranha. Na defesa deixava oito jogadores atrás da linha da bola, sem dar o menor espaço.

E foi assim que a bola tocou o fundo das redes aos 13 minutos, calando completamente as arquibancadas. Romero recebeu pela ponta esquerda e esperou a ultrapassagem de Jô. O centroavante entrou na grande área e virou as costas para o gol, esperando o passe do companheiro. Assim que recebeu entre dois marcadores, tocou de primeira para Rodriguinho. O camisa 26 também precisou de apenas um toque na bola para bater firme, por cima de Aranha e abrir o marcador da final.

A jogada saiu justamente nas costas de Fábio Ferreira, que entrou para suprir a saída do zagueiro Marllon, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O lance, apesar de totalmente involuntário, mostrou a falta de entrosamento do reserva com Yago, apesar da semana completa de treino no CT do Jardim Eulina. Não é preciso dizer, mas sair atrás do placar não estava nos planos da Ponte Preta, que sentiu o baque, mas não ficou muito tempo lamentando.

Mas as jogadas da Macaca se resumiam em bolas paradas. Nino Paraíba era o mais acionado pela ponta direita e tentava sair em velocidade nas costas da marcação, mas acabava com o escanteio. Para se ter noção, o time da casa arriscou 21 cruzamentos em 45 minutos e acertou apenas quatro. Outra estatística que traduz bem o primeiro tempo é o número de finalizações certas: em seis tiros contra Cássio, a Ponte não acertou nenhum. O camisa 1 do Corinthians voltou para o vestiário sem sequer soar.

Durante o intervalo o técnico Gilson Kleina pediu para que todos os reservas descessem juntos com os titulares para o vestiário. No retorno ao gramado ele tirou Jadson para colocar Renato Cajá, buscando melhorar a troca de passes da Ponte, principalmente na entrada da grande área. Além disso, sacou o jovem Reynaldo para a entrada de Artur, que vinha se recuperando de lesão e por isso perdeu a posição no time titular.

SEGUNDO TEMPO

Quando o árbitro apitou o início da etapa final, a Ponte Preta tentou mostrar a sua nova postura em campo, mas não obteve sucesso. Se a proposta era afinar o passe, o que se via era a bola queimando nos pés dos ponte pretanos, sem conseguir acertar uma triangulação sequer. Num descuido da marcação, porém, o time viu o Corinthians ampliar o placar em Campinas, novamente aos 13 minutos de bola rolando.

Rodriguinho pegou pela esquerda e conseguiu deixar Fernando Bob para trás só na corrida. O camisa 26 puxou para o meio e cortou Yago ainda em velocidade. Quando a marcação ensaiou uma pressão, ele apenas rolou para Jadson na direita, que chegou de trás e bateu firme, sem a menor chance para Aranha. Ela já tinha endereço certo no canto direito do arqueiro. Na comemoração o meia do Corinthians incitou a torcida da Ponte, pedindo calma, mas o árbitro nada fez para impedir.

Antes do segundo gol corintiano, Yago já tinha levantado o braço pedindo a substituição ao banco de reservas e talvez por isso não tenha conseguido para Rodriguinho na jogada. De qualquer forma, Kadu entrou para recompor o setor. Atrás do marcador, a única chance da Ponte no jogo saiu com Pottker. Ele conseguiu limpar dois marcadores, entrou em velocidade na grande área e cruzou para Clayson, que não conseguiu completar contra Cássio.

Se já estava difícil, o Corinthians conseguiu complicar ainda mais a vida da Ponte Preta na final do estadual. Numa cobrança de lateral, Fagner buscou Jô pelo alto, mas o atacante furou. Ela passou por toda a marcação da Ponte Preta, que ficou apenas assistindo ela tocar no gramado e terminar na frente de Rodriguinho. Ele se antecipou ao zagueiro e completou de cabeça contra Aranha, aos 34 minutos, sem nenhuma chance para o adversário.

Com a derrota por 3 a 0, a torcida da Ponte Preta começou a deixar o estádio Moisés Lucarelli, desconsolada com o resultado. Um grupo do Corinthians acendeu sinalizadores no estádio, mas não atrapalhou o andamento da partida – o árbitro Raphael Claus se quer paralisou o andamento do jogo. No final, o time da casa ensaiou uma pressão ao adversário, mas não tinha mais forças para conseguir vencer Cássio, que a essa altura tinha apenas cobrado tiros de meta.

Autor: Redator Oficial Jornal Praticidade


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