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Justiça Militar investiga 20 oficiais por suspeita de desvio de R$ 7 milhões da PM de São Paulo

Esquema teria ocorrido durante seis anos e envolve empresa responsável por cuidar do lago do comando da corporação. Um tenente-coronel aposentado está preso.


Por César Galvão e Robinson Cerantula, SP

Vinte oficiais da Polícia Militar de São Paulo estão sendo investigados pela Justiça Militar por suspeita de envolvimento num esquema de desvio de mais de R$ 7 milhões da corporação. Um tenente-coronel aposentado está preso.

Foi no lago das carpas, nos jardins do Comando Geral da PM, na Luz, Centro da capital, que começou o esquema milionário de desvio de dinheiro. O que aconteceu durante seis anos está na primeira denúncia do Ministério Público sobre o caso.

A acusação foi aceita pelo Tribunal de Justiça Militar e acusa um tenente-coronel e um capitão da PM do desvio de R$ 7.164.973,57.

A investigação da Corregedoria da PM descobriu que, em 2006, o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho, então chefe do departamento de suporte administrativo do Comando Geral, conheceu o dono de uma empresa que cuidava do lago.

Segundo a investigação, para poder prestar o serviço, o sócio da Construworld Comércio de Material para Construção Limitada, teve que pagar mensalidade para o coronel. Começou com R$ 1,5 mil mensais, subiu para R$ 2,5 mil e chegou a R$ 3,5 mil por mês.

O empresário teve dificuldades financeiras e deixou de pagar a propina. Segundo a apuração da Corregedoria, o coronel Adriano propôs comprar a empresa sem oficializar o negócio. O antigo dono continuou assinando os contratos e os cheques.

A Corregedoria levantou documentos que comprovam que a Construworld venceu 207 concorrências para prestar serviços para a PM. A empresa foi contratada para demolir estruturas, retirar entulho, reformar a cozinha, construir uma nova caixa d´água, recuperar janelas, trocar piso, fornecer tinta e pintar paredes.

O promotor Adalberto Denser de Sá Junior escreveu na denúncia: “Tudo era fraude para o desvio de dinheiro. Isto porque não ocorria a prestação de serviços e o uso de materiais. Tudo era fachada, simulação para desviar dinheiro da administração militar”.

Em cada obra que a Construworld venceu a concorrência, a Corregedoria levantou a suspeita da participação de outros oficiais da PM. A Justiça Militar autorizou a abertura de mais 19 investigações. O coronel José Afonso Adriano Filho é o único oficial detido no presídio Romão Gomes.

Em agosto, a Justiça Militar determinou o cancelamento da patente e a aposentadoria que o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho recebia. A defesa do tenente-coronel disse que o processo está em andamento e que não vai se manifestar. O SP2 não conseguiu contato com a empresa Construworld Comércio de Material. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que todas as denúncias são rigorosamente apuradas.

Autor: Redator Oficial Jornal Praticidade


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