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À deriva: Ney Santos “prefeito” mais impopular da história de Embu das Artes 

À deriva: Ney Santos  “prefeito” mais impopular da história de Embu das Artes

Aumentou a passagem de ônibus; Congelou os salários dos servidores; Passou a cobrar taxa de lixo; Aumentou impostos.  Talvez esses sejam os motivos para a sua gestão contar com desaprovação da população Embuense.  A impopularidade do atual  prefeito,  supera inclusive todos os ex-prefeito do município nos últimos 30 anos.

Leia na integra a matéria do site  o Verbo 

Reportagem de RÔMULO FERREIRA

De cara no primeiro ano de governo, o prefeito Ney Santos (PRB) se recusa a conceder aumento real aos funcionários municipais de Embu das Artes e pode amargar queda ainda maior na popularidade em setor sensível da administração, após rejeitado pela população por criar a taxa de lixo. O Executivo propôs ao sindicato pagar apenas a correção da inflação, ainda com dois meses de atraso. Em ato inusitado, porém, chamou um palhaço para “entreter” os servidores.

Ney ao anunciar corte de gastos de R$ 2,8 milhões e criticar

Ney ao anunciar redução de gastos de R$ 2,8 milhões a partir de 2018 e fazer crítica aos servidores municipais

Charge de Gabriel Binho retrata de presença de palhaço

Charge retrata ‘graça’ de palhaço entre servidores no dia em que governo Ney fez proposta de aumento pífia

A gestão Ney, representada pelo secretário José Roberto (Finanças), sentou com o Sindicato dos Servidores Municipais de Embu duas vezes, mas a discussão não andou. Na quinta-feira, cancelou nova reunião, mesmo com o assunto já arrastado. Na sexta-feira (27), pela primeira vez, três secretários – Marco Roberto (Gabinete do prefeito), Marcelo Ergesse (Jurídico) e José Roberto – discutiram com o sindicato, mas ofereceram apenas repor a inflação de 2,46% (IPCA).

O sindicato rejeitou a oferta do governo. “Eles fizeram uma proposta que não dá nem para discutir com a categoria. É tão ruim que não estamos nem levando em conta”, disse o presidente Sebastião Paixão ao VERBO. A comissão dos servidores pediu reajuste de 7% acima do IPCA. “Como nossa data-base é setembro, já tem dois meses [de atraso] retroativo para tratar. Depois de passado o tempo, não dá para discutir, tem que ter ganho em cima disso”, enfatizou.

A postura do governo gera incerteza. “Foi a primeira reunião com os três [secretários]. Este é um governo que a gente desconhece, que tem ações estranhas. Agora, tem informações do prefeito, dizendo que vai ter economia”, questionou Paixão. No último dia 19, Ney prometeu um corte de gastos de R$ 2,8 milhões a partir de 2018, mas não falou em contemplar com a alardeada “vultosa” economia os servidores municipais, quem carrega o “piano” da administração.

Ao contrário, Ney sinalizou ao falar do enxugamento de gastos que os funcionários não terão reajuste. “Perguntaram se vou cortar salário do servidor. Ao contrário, queríamos dar aumento, mas desde que trabalhe. Às vezes, você tem que pôr dois servidores para fazer o serviço que um, se estiver comprometido, faz sozinho”, disse, no que foi visto como ataque aos funcionários, sobretudo os concursados, que tomaram conhecimento do discurso e ficaram indignados.

Ney age com descaso com os servidores, avalia o sindicato. “Em muitos momentos, fazem sem ao menos se preocupar. Por exemplo, na terceirização da merenda, as merendeiras descobriram quando foram as empresas na escola. No caso agora do ‘Cartão Cidadão’, esse cartão é uma piada. Fazem uma espécie de ameaça para que os servidores mudem o cartão [para retirada] da cesta [básica] para o ‘Cartão Cidadão’. É uma administração muito complicada”, disse Paixão.

Apesar de cético, o presidente e outros representantes do sindicato vão tentar nova negociação com o governo para que o funcionalismo municipal tenha um ganho real. “Vamos voltar a nos falar nesta semana para ver se melhora isso [proposta], para depois levar para a assembleia [dos servidores]”, disse Paixão. A comissão faz reunião interna nesta segunda-feira para discutir os novos passos da campanha salarial. Procurado pelo VERBO, o governo Ney silenciou.

A insatisfação já grande pelo trato do governo Ney e não valorização salarial virou revolta. Na sexta-feira (27), véspera do Dia do Servidor Público, um dos funcionários nomeados por Ney por “apadrinhamento político” se vestiu de palhaço e passou pelas secretarias na prefeitura para fazer “graça”. “Ele percorreu os setores, tentando animar os servidores. Deve ser o que vai na festa das crianças [promovida por Ney]. Falta de sensibilidade e respeito”, protestou um servidor.

Autor: Redator Oficial Jornal Praticidade


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