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Embu das Artes: Prefeito Ney Santos veta prejeto lei disque-denúncia de violência à mulher e governistas aprovam

Prefeito apronta mais uma contra o povo de Embu das Artes  em momentos que   a Violência contra mulher é combatida com disque-denúncia Ligue 180 que é uma ferramenta para que pessoas denunciem abusos e violência contra mulher. Ele o prefeito foi contra o projeto. 

Leia matéria do  site verbo   publicada abaixo na integra …

Em uma sessão marcada por clamoroso retrocesso na luta pelo fim das agressões e mortes de mulheres em Embu das Artes, vereadores da base governista votaram a favor do veto do prefeito Ney Santos (PRB) ao projeto de lei que previa a obrigatoriedade de afixação na cidade de avisos com o número do telefone de denúncia da violência contra a mulher, o Disque 180, na noite desta quarta-feira (6). A decisão dos parlamentares pró-Ney gerou forte mal estar no plenário.

Apesar da causa nobre, Ney não se importou e vetou em represália ao autor do projeto, vereador Edvânio Mendes (PT), por ter votado contra a taxa de lixo que criou. O vereador Danilo Daniboy (DEM) foi escalado para sair em defesa da decisão de Ney – orientado com mensagens de texto de auxiliares do prefeito durante o debate, conforme apurou o VERBO – e alegou que o veto foi motivado por “vício de iniciativa” (matéria reservada ao prefeito) e gerar “tributação”.

Com discurso “raivoso”, visto como não próprio do vereador, mas típico de auxiliares de Ney que atacam munícipes – como o secretário Jones Donizette (Comunicação), presente à sessão -, Daniboy buscou ainda desqualificar a proposta do colega. “O sr. não soube elaborar o projeto direito. Aprenda a fazer e apresente de novo”, falou. Ao lado de Daniboy na mesa diretora, Edvânio reagiu. “Não me venha dizer que não sei escrever, que sou burro. Me respeite!”, protestou.

O vereador André Maestri (PTB) disse que o veto foi “político”. “Nos últimos tempos aumentou a violência contra a mulher, a fragilidade da mulher em buscar socorro. Aí o prefeito veta e encaminha o veto, e os vereadores mantêm o veto. O projeto passou pelo jurídico, pela Comissão Mista [que analisa as matérias], mas por uma questão política Embu deixa de avançar na defesa e proteção às mulheres. É lamentável que o prefeito tenha se apequenado”, disse.

A vereadora Dra. Bete (PTB) condenou o veto de Ney e o voto favorável ao ato, ao dizer ter participado da caminhada pelo fim da violência contra a mulher em Taboão da Serra e engrossado o movimento em defesa das mulheres – em outubro, projeto de divulgação do Disque 180 em Taboão, proposto por uma vereadora, Priscila Sampaio (PRB), foi aprovado. “É de causar indignação esse veto”, disse Dra. Bete. A vereadora Rosângela Santos (PT) também se revoltou.

Ney enviou à Câmara veto a três outros projetos de lei, não por coincidência todos de vereadores que votaram contra a taxa de lixo – instalação pelas construtoras de grades ou redes de proteção em janelas, sacadas e mezaninos nos apartamentos, de autoria de Luiz do Depósito (PMDB); inserção de intérprete de Libras em eventos públicos da prefeitura, proposta por Edvânio; utilização de unidade móvel para castração de cães e gatos, de autoria de André.

Daniboy viu também defeitos nos projetos barrados por Ney, em defesa do veto. “Fico até emocionado com a fala do vereador. Tivesse falado mais um pouco, eu ia mudar meu voto”, ironizou Luiz do Depósito. Instantes depois, como que orientado, Daniboy se disse desrespeitado e pediu abertura de processo por quebra de decoro contra o colega. “O sr. trate de fundamentar muito bem o que está querendo”, avisou Luiz, com ar de ameaça, em ápice da explosiva sessão.

Além de Daniboy, votaram a favor do veto de Ney e contra os projetos Índio Silva (PRB), Bobilel (PSC), Gerson Olegário (PTC), Joãozinho da Farmácia (PR), Júlio Campanha (PRB), Carlinhos do Embu (PSC), Jefferson do Caminhão (PSDB), Ricardo Almeida (PRB), Doda Pinheiro (PT) e Gilson Oliveira (PMDB). “Primeiro votaram contra a mulher, depois contra as crianças [telas de proteção] e ainda contra as pessoas com deficiência [Libras]. É lamentável”, resumiu Dra. Bete.

Autor: Redator Oficial Jornal Praticidade


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